"BOLSAS PARA O FUTURO" NO DIA DAS MÃES. COMO COMEÇOU ESSE PROJETO?????

Atualizado: Jul 21


FOTO: Seu Eldinho, dona Zezé, a neta Isabela ainda bebê


A HISTÓRIA DO COMEÇO DO PROJETO BOLSAS PARA O FUTURO


Hoje vou contar como o Projeto Bolsas para o Futuro começou.

Faz décadas que tenho contato com a Costura Nina Aroeira do GE Humberto de Campos em Itaperuna. Convivi diariamente com dona Zezé(Maria José Cordeiro Rangel) e seu Eldinho(Eldison Mignot Rangel) e sua família durante 10 anos em que morei na casa deles. E já convivia antes.

Dona Zezé ia todas as semanas costurar com outras senhoras no Grupo Espírita fazendo enxovais para bebês de mães carentes. Haviam começado esse trabalho a pedido de Maria Helena Pireda que,nessa época, havia começado o Lar Bezerra de Menezes e sempre precisava de roupas para bebês e crianças que lá chegavam.



Foto: Local da Costura Nina Aroeira como é hoje


Assim, dona Zezé e outras senhoras que frequentavam o GE Humberto de Campos fundaram o Departamento de costura dessa instituição; mais tarde passaram a confeccionar enxoval completo para bebês.

Esse departamento existe até hoje e continua muito necessário apoiando as mães que chegam em busca de roupas para seu bebê porque não tem condição de comprar, muitas vezes porque são muito jovens e ainda não trabalham.

Eu já era doadora e senti que queria fazer algo eu mesma que pudesse contribuir de alguma maneira para o conforto dessas mães.Como não sei costurar, precisei procurar por algo que eu pudesse fazer.

Me lembrei então das bolsas de pano tipo embornal que na Europa e, principalmente na Escandinávia onde moro atualmente,são muito comuns, evitando o uso do plástico.

Pedi à Anne Peltonen, irmã do meu marido Ari, para me ensinar como fazer esse tipo de bolsa, só esse tipo. Ela me deu aula sobre uma vez e fizemos duas bolsas juntas(fiquei com elas para mim e uso até hoje). Digo a ela que ela é a "Mãe do projeto".


FOTO: Paula e Anne em Helsinki, Finlândia


Comprei lá mesmo em Loppi na Finlândia vários tecidos de segunda mão e retalhos e comecei a fazer bolsas para levar para o Brasil. A ideia era doar bolsas de tecido para as mães carregarem os objetos dos bebês.

Levei e foi um sucesso.Minha irmã Lucy, sabendo da ideia, fez muitas bolsas e levou.Entregamos e vendemos em Itaperuna.

Depois minha irmã Elizabeth se juntou a nós com suas artes de pintura e seus dons para divulgação e vendas.E sua boa vontade para fazer as compras principais e entregar e nos prestar contas.

Todas nós fazíamos esse trabalho já; quando juntamos nossas forças e nosso trabalho criativo, nasceu o Projeto Bolsas para o Futuro para tornar o mundo melhor agora, da maneira que já podemos.

E muitos e muitas mais se juntaram a nós nos apoiando com suas doações: essas pessoas levam o projeto para a frente com sua fé no nosso trabalho!!! De todas as maneiras nos apoiam:consertam e limpam as máquinas, nos levam para entregarmos as bolsas,doam tecidos e aviamentos,elogiam nosso trabalho,fazem as compras, entregam, recebem os agradecimentos e nos passam, pintam as bolsas, arrematam, mandam modelos de bolsas para inspiração.


Foto: Alzira e Ari Peltonen na Finlândia num dia de sol, antes do projeto existir


A homenagem do Bolsas para o Futuro nesse Dia das Mães de 2021 vai para todas as mães do Universo, todas elas, com as nossas bênçãos de luz; homenagem especial para nossa querida mãe Marita e para as mães que foram nossas mães em alguma ocasião/tempo(eu tive muitas e ainda tenho!);homenagem a todas as mães que fazem parte do projeto hoje, em especial minhas irmãs Lucy e Elizabeth, que fazem o projeto acontecer com sua criatividade, energia, boa vontade e amor.

Que Maria, Mãe Santíssima, derrame suas graças sobre todas as mães do Universo !!!!

Gratidão Eu Sou!


Abaixo, Saimi e Vilho Peltonen, pais do Ari, meus sogros, que me receberam de braços abertos na família e na Finlândia.

Além do abraço saudoso pelo Dia das Mães, a Saimi foi precursora do projeto: na Finlândia ela quis me dar um tear pra eu fazer tapetes e me ocupar. Nessa época nem imaginava fazer um trabalho manual. Gratidão, Saimi! Gartidão, Vilho!


Foto: Saimi e Vilho na Noruega, visitando Taina e família


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