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COMO ESTÁ USANDO A QUARENTENA? VEJA AQUI UM EXEMPLO!





Estocolmo, 28/03/2020


Nessa época de pandemia mundial, de quarentena e de perigo de pânico, muitos tesouros estão chegando às nossas mãos sem custo monetário: último show de Betânia com Zeca Pagodinho que Biscoito Fino liberou e Isabel me mandou; Amit Goswami falando da Índia em conferência; Andrei Moreira convidando para as publicações do Telegram dele(não tenho e ainda não consegui ter) e reduzindo pela metade o preço do curso dele por Skype sobre relacionamentos; a Andresa Molina dando cursos maravilhosos e reveladores da nossa condição de seres energéticos; os amigos mandando textos e vídeos incríveis; músicas para relaxar e alegrar; meditações curativas!

Se cada um escolher aquilo de que gosta, todos terão muito o que fazer na quarentena e sairemos dela lá na frente mais fortes e mais conhecedores de nós mesmos; já que precisamos ficar em casa, que tal aproveitarmos para nos fazermos companhia e a quem está junto de nós nesse momento?

Publico aqui um dos textos mais esclarecedores sobre como usar a quarentena a nosso favor. Espero que gostem.

Com amor, Alzira Maria



Foto: Laura Carlsson "Caminhada em Estocolmo durante a quarentena"


Do Livro Vermelho de Carl Gustav Jung - Capitão, o menino está preocupado e muito inquieto devido à quarentena que o porto nos impôs. - O que te inquieta, menino? Não tens comida suficiente? Não dormes o suficiente? - Não é isso, Capitão. É que não suporto não poder ir à terra e abraçar minha família. - E se te deixassem sair do navio e estivesses contaminado, suportarias a culpa de infectar alguém que não tem condições de aguentar a doença? - Não me perdoaria nunca, mas para mim inventaram essa peste. - Pode ser, mas e se não foi inventada? - Entendo o que queres dizer, mas me sinto privado da minha liberdade, Capitão, me privaram de algo. - E tu te privas ainda mais de algo. - Está de brincadeira, comigo? - De forma alguma. Se te privas de algo sem responder de maneira adequada, terás perdido. - Então quer dizer, segundo me dizes, que se me tiram algo, para vencer eu devo privar-me de mais alguma coisa por mim mesmo? - Exatamente. Eu fiz quarentena há 7 anos atrás. - E o que foi que tiveste de te privar? - Eu tinha que esperar mais de 20 dias dentro do barco. Havia meses em que eu ansiava por chegar ao porto e desfrutar da primavera em terra. Houve uma epidemia. No Porto Abril nos proibiram de descer. Os primeiras dias foram duros. Me sentia como vocês. Logo comecei a confrontar aquelas imposições utilizando a lógica. Sabia que depois de 21 dias deste comportamento se cria um hábito, e em vez de me lamentar e criar hábitos desastrosos, comecei a comportar-me de maneira diferente de todos os demais.

Comecei com o alimento. Me impus comer a metade do quanto comia habitualmente. Depois comecei a selecionar os alimentos de mais fácil digestão, para não sobrecarregar o corpo. Passei a me nutrir de alimentos que, por tradição histórica, haviam mantido o homem com saúde. O passo seguinte foi unir a isso uma depuração de pensamentos pouco saudáveis e ter cada vez mais pensamentos elevados e nobres. Me impus ler ao menos uma página a cada dia de um argumento que não conhecia. Me impus fazer exercícios sobre a ponte do barco. Um velho hindu me havia dito anos antes, que o corpo se potencializava ao reter o alento. Me impus fazer profundas respirações completas a cada manhã. Creio que meus pulmões nunca haviam chegado a tamanha capacidade e força. A parte da tarde era a hora das orações, a hora de agradecer a uma entidade qualquer por não me haver dado, como destino, privações graves durante toda minha vida. O hindu me havia aconselhado também a criar o hábito de imaginar a luz entrando em mim e me tornando mais forte. Podia funcionar também para as pessoas queridas que estavam distantes e, assim, integrei também esta prática na minha rotina diária dentro do barco.

Em vez de pensar em tudo que não podia fazer, pensava no que faria uma vez chegado à terra firme. Visualizava as cenas de cada dia, as vivia intensamente e gozava da espera. Tudo o que podemos obter em seguida não é interessante. Nunca. A espera serve para sublimar o desejo e torná-lo mais poderoso. Eu me privei de alimentos suculentos, de garrafas de rum e outras delícias. Me havia privado de jogar baralho, de dormir muito, de praticar o ócio, de pensar apenas no que me privaram.

- Como acabou, Capitão? - Eu adquiri todos aqueles hábitos novos. Me deixaram baixar do barco muito tempo depois do previsto. - Privaram vocês da primavera, então? - Sim, naquele ano me privaram da primavera, e de muitas coisas mais, mas eu, mesmo assim, floresci, levei a primavera dentro de mim, e ninguém nunca mais pode tirá-la de mim.

Comentários meus:

1."Em vez de pensar em tudo que não podia fazer, pensava no que faria uma vez chegado à terra firme. Visualizava as cenas de cada dia, as vivia intensamente e gozava da espera. Tudo o que podemos obter em seguida não é interessante. Nunca. A espera serve para sublimar o desejo e torná-lo mais poderoso."

.Nesse trecho ele pratica a VC para criar a realidade futura que quer viver, como o Joe Dispenza ensina em "Criando um novo EU": ele se imagina já vivendo o futuro que deseja/ele se torna esse futuro nos sentimentos e na mente dele, quando diz" floresci,levei a primavera dentro de mim..."



2."O hindu me havia aconselhado também a criar o hábito de imaginar a luz entrando em mim e me tornando mais forte. Podia funcionar também para as pessoas queridas que estavam distantes e, assim, integrei também esta prática na minha rotina diária dentro do barco."

.Nesse trecho ele usa a VC para se alimentar de energia quando visualiza a luz; alimenta sua parte energética do corpo e do espírito. E envia para outras pessoas.


Com amor,

Alzira Maria

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